Olá, gente linda!!!
Desde 2016 que venho criando coragem para escrever um blog e contar minhas aventuras pelo mundo... Tenho tanta coisa pra contar e quando falo com algumas pessoas elas torcem o nariz me chamando de metida! Então, decidi que vou falar sobre minhas histórias pra quem realmente queira saber. Morar fora do Brasil não é uma decisão fácil: muitas burocracias, outra língua, outro clima, outra cultura e outras comidas. Gente nova e diferente do seu círculo social. Mas bora lá, coragem e muita esperança na bagagem, segue a viagem.
Minha chegada na Europa foi por Paris. Chique no "úrtimo", né? Nada disso... fiquei quase cinco horas no aeroporto esperando o próximo vôo. Tá LOKO!!! E deixa eu contar o pior: entrei na Europa com 15 euros na carteira!!! Meu notebook "bugou" na véspera da minha viagem e meu telefone caiu de cara no chão e quebrou a tela toda, sem chance de fazer ou receber chamadas. Conhecem pessoa mais azarada que eu??? Tá LOKO! Mesmo assim lá estava eu com a cara e a coragem... Já contei pra vocês que eu não sabia inglês? Pois é, eu achava que sabia. Quando fui colocar em prática... LOL (significa "rindo muito" - em inglês - e em letras maiúsculas: rindo muito alto, pra substituir os kkk e não acharem que estou fazendo apologia a Ku Klux Kan) descobri que sabia nada, nadica de nada, nothing!!! Imagina meu desespero sozinha num país que fala uma língua que eu sequer tive noções básicas (o francês, né gente!) e eu nem inglês sabia pra me desenrascar??? Imaginou??? Foi dez vezes mais desesperador! Quando perguntei para a Moça que estava dando informações, onde ficava o portão que eu teria que embarcar só entendi pelos gestos que ela fazia que eu deveria subir as escadas e seguir pela right (direita) e passar a esteira a left (esquerda) e no final depois de mais duas left and right eu chegaria ao meu destino. Também não contei pra vocês onde eu estava indo, não é? Pois eu estava indo pra Portugal, encontrar meu noivo que foi ao Brasil e me pediu em casamento no aeroporto Salgado Filho. Posso com uma fofurice dessas? Pois é, caí de amores pelo tuga e segui meu destino, rumo aos seus braços. Continuando: fiz check in e fiquei na cara do embarque até a hora de entrar no avião. Pense no tédio: sem internet, sem telefone, sem notebook e sozinha, com a bolsa e uma mala de mão, coisa de LOKO! Tinha um pessoal muito louco lá que colocou uma toalha no chão e dormiu. Mas eles estava acompanhados, mesmo que eu quisesse fazer isso não tinha como pois quem ia cuidar da minha mala? Estava recheada de documentos e coisas pessoais, se ela fosse abduzida com certeza que eu estaria perdida!Vez ou outra caía a cabeça de tédio e sono mas, aí eu fingia que nada tinha acontecido e folheava umas revistas... em francês. Je ne suis pas français!!! Mas tinha que manter a pose, fazer o quê? Finalmente o avião chegou, embarquei tranquila, feliz e cheia de ânimo: duas horas me separavam do meu príncipe! Então quando passamos a Espanha começou chover. E era chuva daquelas! Dali a pouco começou umas turbulências. O avião parecia que estava andando em vias esburacadas, feito os ônibus, entende? Gente do céu: eu não tive nem um pouquinho de medo! Sério: medo nenhum! Quem já andou nos ônibus da Viação Tiaraju lá no Bairro Cristal em Santo Ângelo, turbulência em avião é pera doce! Desembarquei no aeroporto de Lisboa meia hora depois do previsto, por causa do mau tempo o avião ficou dando voltas porque a pista não estava em condições para pousar. Fui pra esteira esperar minha bagagem e qual não foi minha surpresa quando a última mala passou e não era a minha? Cheguei ao pé de um moço e perguntei o que fazer quando nossas malas não apareceram na esteira e ele me disse pra procurar a companhia aérea que eles tinham as respostas e lá fui eu achar a Air France pra saber das minhas coisas. Atendimento rápido e eficaz: expliquei a situação ao atendente e ele me mostrou um carrinho cheio de malas e disse pra ver se as minhas não estavam ali e... surpesaaaa: Estavam!!! Uffffaaaa!!! Isso já tinha passado mais de uma hora então agora imaginem o desespero do meu noivo, sem notícias minhas, sem saber se eu cheguei a sair do Brasil ou se meu avião não tinha caído no mar? Está bem, um pouco dramático, mas ele estava pensando bem assim... LOL. Quando me viu saindo com aquelas tranqueiras todas até mudou de cor de tão aliviado que ficou. Depois do susto, do desespero, das lágrimas e dos risos, finalmente veio a parte boa: o abraço e aquele beijo de saudade e boas vindas!!! Ah, que coisa mais boa!!! É o amor que nos faz atravessar muros, fronteiras e mares pra cair nos braços da felicidade. Esse foi só o começo. Logo, logo eu conto como foi conhecer Portugal e outras histórias bonitas. Fiquem bem, se faz favor e au revoir!

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